nao faco a minima ideia do que faco aqui;
estou morta que nem as partes tacteis dos dedos se sentem capaz de circular letras.
tenho a garganta seca da cara molhada.
tenho frio no peito.
tenho o orgulho corrupto como parasita á frieza da vontade inútil;
sou inútil, nao sei porque ainda acordo.
a verdade espalhada em sonoro
e um silencio deglutido, a seco.
caiu-me a forca do corpo suspenso no ar.
ar com nada.
corpo em nada.
forca caiu.
acromacia de cores
skin is the biggest organ of the body,you feel cold, warmth and his touch. heart is just a muscle satiating our riot.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Tretas colossais
Hoje que me contento em vir aqui,
Dispo a possibilidade
da possível forma de te amar, quer essa expressao usada inutilmente
quer a futilidade da questao
quer a púpila tenha dois versos
o teu e o meu imparciais.
Somos estruturas de papel, decompostas ao calor da solidao que nao nos assiste perto.
Tretas colossais rendidas á distancia, aceites pelo expoente amigo mar comprido, longo, a separar-nos.
Somos eminentes, quebrados mimos.
Somos?
Nós?
Navego por amor.
Encontro-te somente em curvas, mas tu queres-me enganar, queres ser excepcional
Sei que estou só mas por pouco meu bem, até ser distinta.
Somos o que nunca seremos.
Dispo a possibilidade
da possível forma de te amar, quer essa expressao usada inutilmente
quer a futilidade da questao
quer a púpila tenha dois versos
o teu e o meu imparciais.
Somos estruturas de papel, decompostas ao calor da solidao que nao nos assiste perto.
Tretas colossais rendidas á distancia, aceites pelo expoente amigo mar comprido, longo, a separar-nos.
Somos eminentes, quebrados mimos.
Somos?
Nós?
Navego por amor.
Encontro-te somente em curvas, mas tu queres-me enganar, queres ser excepcional
Sei que estou só mas por pouco meu bem, até ser distinta.
Somos o que nunca seremos.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
silêncio
á volta do fisíco
entupido aos ouvidos
o tal silêncio.
o relato curioso do som ao silêncio
a madrugada acordada
e eu também.
eu e o silêncio
ambos vazios vamos á guerra das cores ao escuro.
o vazio pesa porque do silêncio restam sons que nunca vao, apenas apago os vagos.
vagabundas sao as onomatopeias que saltitam em passos selvagens sobre e sob o tal silêncio.
estou cheia de silêncio, agora escuto-me a respirar.
ás vezes basta-me sentir, outras respirar somente
hoje quis-me ouvir.
respiro pesado, enchutado dos alvéolos.
consumo próprio de oxigénio e acçao inconsciente, ironia de independência que depende de mim. e eu de ti.
nao me sais da cabeça, estou vazia de tudo menos de ti,o ar que entra sai pesado,
sai tudo porque estou cheia com ninguém.
cheia, recheada, entorno-te ninguém.
trazes-me um chá de camomila.
aclara a cor dos cabelos como a cor da alma.
acalma a plenitude que vadiou pela minha sede de ti ninguém.
devolta ao fisíco, toco-me, agora já clara
toque de seda mergulhada em traças como o silêncio;
luz desencadeia e ofusca, se funde a mucosa e o quente ás pestanas abraçadas foge dissipando as brasas.
ouço-me agora,
gemido temido ao tal que o respirar consumiu.
vim-me ao silêncio.
entupido aos ouvidos
o tal silêncio.
o relato curioso do som ao silêncio
a madrugada acordada
e eu também.
eu e o silêncio
ambos vazios vamos á guerra das cores ao escuro.
o vazio pesa porque do silêncio restam sons que nunca vao, apenas apago os vagos.
vagabundas sao as onomatopeias que saltitam em passos selvagens sobre e sob o tal silêncio.
estou cheia de silêncio, agora escuto-me a respirar.
ás vezes basta-me sentir, outras respirar somente
hoje quis-me ouvir.
respiro pesado, enchutado dos alvéolos.
consumo próprio de oxigénio e acçao inconsciente, ironia de independência que depende de mim. e eu de ti.
nao me sais da cabeça, estou vazia de tudo menos de ti,o ar que entra sai pesado,
sai tudo porque estou cheia com ninguém.
cheia, recheada, entorno-te ninguém.
trazes-me um chá de camomila.
aclara a cor dos cabelos como a cor da alma.
acalma a plenitude que vadiou pela minha sede de ti ninguém.
devolta ao fisíco, toco-me, agora já clara
toque de seda mergulhada em traças como o silêncio;
luz desencadeia e ofusca, se funde a mucosa e o quente ás pestanas abraçadas foge dissipando as brasas.
ouço-me agora,
gemido temido ao tal que o respirar consumiu.
vim-me ao silêncio.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
vou-me e foste
o sonho morreu e pensar que pairou a teu recanto.
o azul do céu alguém te deu.
eu sou nada e nada já há em mim
eu sou fria e má.
vou deixar os dias adormecer no meu colo.
quero que deixes de ser humano na minha cabeca, nao mereces casa em mim.
vou-te chorar até te ter fora e longe daqui.
é tipo um riso rasgado e desmoralizado
nao teres nunca exististido.
nem em banda desenhada,
somente e apenas num quebra-cabeca.
a culpa é minha eu sei, cheguei na dose errada
o azul do céu alguém te deu.
eu sou nada e nada já há em mim
eu sou fria e má.
vou deixar os dias adormecer no meu colo.
quero que deixes de ser humano na minha cabeca, nao mereces casa em mim.
vou-te chorar até te ter fora e longe daqui.
é tipo um riso rasgado e desmoralizado
nao teres nunca exististido.
nem em banda desenhada,
somente e apenas num quebra-cabeca.
a culpa é minha eu sei, cheguei na dose errada
segunda-feira, 30 de abril de 2012
em ti por mim
esta tentação pegajosa.
este sentimento deslocado, deslocado por mim.
esta desconcentração concentrada em ti por mim.
esta mágoa.
esta verdade mentirosa.
esta mágoa.
és tu.
esta tentação pegajosa.
este sentimento deslocado, deslocado por mim.
esta desconcentração concentrada em ti por mim.
esta mágoa.
esta verdade mentirosa.
esta mágoa.
és tu.
esta tentação pegajosa.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
papel do dia solto.
A chuva é assim.
Deixa as pessoas molhadas e frias.
A chuva poderia vir de mim.
Num olfacto prolongado,
cumplice á chávena de café.
Dois a dois passos crescentes, no .chão
Chão que textura apenas os calos tocam.
Chão frio, café esfriou. Chuva lá fora e eu fora de mim.
Aqui estou, nao evitei.
Vim como o tempo me estendeu.
Cadeiras em simultanêa desordem e pessoas comuns ao individualismo colectivo.
Flashes abstractos pelos olhos cansados em prespectiva dos objectos.
Sou o transporte desta inconcreta alegria, do bocadinho de alegria que cativei do nada em mim.
Efémero lugar que me trouxe um gosto a doce, um gosto de mim pelos poucos observados minutos.
Um nada que nao deixou de ser em vao num dia normal. frio.
Chuva que nadou o rosto.
Rosto que testemunha diálogos. Diálogos imaginários.
A maior desilusão, chorar sem porquês.
Chorar sem ter certezas nem certezas da razão
Chorar em vão, num sentimento rasgado.
Como o fruto que nao se transforma, aparece sem magia.
Gotas todavia trepam o pescoço.
Chorar e o panorama do arco íris em esboco no céu negro.
Preenche. Fico semeada de algo inacabado mas cheio á pele que o apura e descanso á raiz da própria pele em talco.
O meu sangue é velho,
Está cansado, escorre ao ritmo do calor fragmentado dos membros.
É tão pouco. Nada se ramifica, fico parada no caule á espera que algo bom floresca.
Fico de vez em vao aqui, olhando a nascente no meio em mim.
No meio da nascente no meio de mim e eu parada na ponte sobre o chão.
Nada mais do pouco em mim me sacia.
Deixa as pessoas molhadas e frias.
A chuva poderia vir de mim.
Num olfacto prolongado,
cumplice á chávena de café.
Dois a dois passos crescentes, no .chão
Chão que textura apenas os calos tocam.
Chão frio, café esfriou. Chuva lá fora e eu fora de mim.
Aqui estou, nao evitei.
Vim como o tempo me estendeu.
Cadeiras em simultanêa desordem e pessoas comuns ao individualismo colectivo.
Flashes abstractos pelos olhos cansados em prespectiva dos objectos.
Sou o transporte desta inconcreta alegria, do bocadinho de alegria que cativei do nada em mim.
Efémero lugar que me trouxe um gosto a doce, um gosto de mim pelos poucos observados minutos.
Um nada que nao deixou de ser em vao num dia normal. frio.
Chuva que nadou o rosto.
Rosto que testemunha diálogos. Diálogos imaginários.
A maior desilusão, chorar sem porquês.
Chorar sem ter certezas nem certezas da razão
Chorar em vão, num sentimento rasgado.
Como o fruto que nao se transforma, aparece sem magia.
Gotas todavia trepam o pescoço.
Chorar e o panorama do arco íris em esboco no céu negro.
Preenche. Fico semeada de algo inacabado mas cheio á pele que o apura e descanso á raiz da própria pele em talco.
O meu sangue é velho,
Está cansado, escorre ao ritmo do calor fragmentado dos membros.
É tão pouco. Nada se ramifica, fico parada no caule á espera que algo bom floresca.
Fico de vez em vao aqui, olhando a nascente no meio em mim.
No meio da nascente no meio de mim e eu parada na ponte sobre o chão.
Nada mais do pouco em mim me sacia.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
okok.
farta.
farta de ser assim tao desconfiada.
farta de nao conseguir sentir.
farta de nao ter coragem para te amar,
nem delirio para ir atrás.
mesmo assim, quero voar por favor
quero sentir que és o certo
que és tudo como eu quero
quero sentir que nao te vejo como uma danca cantada
nem como uma gaveta vazia
"quero pintar o mundo de cor de rosa"
pergunto me como vou acumulando tantas portas do outro lado parelo ao meu caminho, porque nao as abro e desfruto?
..falhei e mais uma vez nao sei lidar como tal.
farta de ser assim tao desconfiada.
farta de nao conseguir sentir.
farta de nao ter coragem para te amar,
nem delirio para ir atrás.
mesmo assim, quero voar por favor
quero sentir que és o certo
que és tudo como eu quero
quero sentir que nao te vejo como uma danca cantada
nem como uma gaveta vazia
"quero pintar o mundo de cor de rosa"
pergunto me como vou acumulando tantas portas do outro lado parelo ao meu caminho, porque nao as abro e desfruto?
..falhei e mais uma vez nao sei lidar como tal.