á volta do fisíco
entupido aos ouvidos
o tal silêncio.
o relato curioso do som ao silêncio
a madrugada acordada
e eu também.
eu e o silêncio
ambos vazios vamos á guerra das cores ao escuro.
o vazio pesa porque do silêncio restam sons que nunca vao, apenas apago os vagos.
vagabundas sao as onomatopeias que saltitam em passos selvagens sobre e sob o tal silêncio.
estou cheia de silêncio, agora escuto-me a respirar.
ás vezes basta-me sentir, outras respirar somente
hoje quis-me ouvir.
respiro pesado, enchutado dos alvéolos.
consumo próprio de oxigénio e acçao inconsciente, ironia de independência que depende de mim. e eu de ti.
nao me sais da cabeça, estou vazia de tudo menos de ti,o ar que entra sai pesado,
sai tudo porque estou cheia com ninguém.
cheia, recheada, entorno-te ninguém.
trazes-me um chá de camomila.
aclara a cor dos cabelos como a cor da alma.
acalma a plenitude que vadiou pela minha sede de ti ninguém.
devolta ao fisíco, toco-me, agora já clara
toque de seda mergulhada em traças como o silêncio;
luz desencadeia e ofusca, se funde a mucosa e o quente ás pestanas abraçadas foge dissipando as brasas.
ouço-me agora,
gemido temido ao tal que o respirar consumiu.
vim-me ao silêncio.
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