A chuva é assim.
Deixa as pessoas molhadas e frias.
A chuva poderia vir de mim.
Num olfacto prolongado,
cumplice á chávena de café.
Dois a dois passos crescentes, no .chão
Chão que textura apenas os calos tocam.
Chão frio, café esfriou. Chuva lá fora e eu fora de mim.
Aqui estou, nao evitei.
Vim como o tempo me estendeu.
Cadeiras em simultanêa desordem e pessoas comuns ao individualismo colectivo.
Flashes abstractos pelos olhos cansados em prespectiva dos objectos.
Sou o transporte desta inconcreta alegria, do bocadinho de alegria que cativei do nada em mim.
Efémero lugar que me trouxe um gosto a doce, um gosto de mim pelos poucos observados minutos.
Um nada que nao deixou de ser em vao num dia normal. frio.
Chuva que nadou o rosto.
Rosto que testemunha diálogos. Diálogos imaginários.
A maior desilusão, chorar sem porquês.
Chorar sem ter certezas nem certezas da razão
Chorar em vão, num sentimento rasgado.
Como o fruto que nao se transforma, aparece sem magia.
Gotas todavia trepam o pescoço.
Chorar e o panorama do arco íris em esboco no céu negro.
Preenche. Fico semeada de algo inacabado mas cheio á pele que o apura e descanso á raiz da própria pele em talco.
O meu sangue é velho,
Está cansado, escorre ao ritmo do calor fragmentado dos membros.
É tão pouco. Nada se ramifica, fico parada no caule á espera que algo bom floresca.
Fico de vez em vao aqui, olhando a nascente no meio em mim.
No meio da nascente no meio de mim e eu parada na ponte sobre o chão.
Nada mais do pouco em mim me sacia.
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