segunda-feira, 27 de agosto de 2012

silêncio

á volta do fisíco
entupido aos ouvidos
o tal silêncio.

o relato curioso do som ao silêncio
a madrugada acordada
e eu também.

eu e o silêncio
ambos vazios vamos á guerra das cores ao escuro.
o vazio pesa porque do silêncio restam sons que nunca vao, apenas apago os vagos.
vagabundas sao as onomatopeias que saltitam em passos selvagens sobre e sob o tal silêncio.
estou cheia de silêncio, agora escuto-me a respirar. 
ás vezes basta-me sentir, outras respirar somente
hoje quis-me ouvir. 

respiro pesado, enchutado dos alvéolos.
consumo próprio de oxigénio e acçao inconsciente, ironia de independência que depende de mim. e eu de ti.
nao me sais da cabeça, estou vazia de tudo menos de ti,o ar que entra sai pesado, 
sai tudo porque estou cheia com ninguém.
cheia, recheada, entorno-te ninguém.

trazes-me um chá de camomila.
aclara a cor dos cabelos como a cor da alma. 
acalma a plenitude que vadiou pela minha sede de ti ninguém.

devolta ao fisíco, toco-me, agora já clara
toque de seda mergulhada em traças como o silêncio;

luz desencadeia e ofusca, se funde a mucosa e o quente ás pestanas abraçadas foge dissipando as brasas.
ouço-me agora,
gemido temido ao tal que o respirar consumiu.
vim-me ao silêncio.