quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

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yOu're so sad, maybee you should buy a HAPPY MEAL !
Katty Perry.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

menina dos caracóis


Marisol Cardoso,

pensei, e conclusão

tinhas razão, nada melhor que um blog para desabafar e mostarmos uma parte sensível de nós

és o meu diário ou a caneta com que murmuro as minhas palavras, és a minha melhor amiga

Contigo cresci e estarei sempre a crescer, a nossa confidencialidade é só nossa, somos uma só.

Somos mulheres e fortes, aguentamos tudo. Não te esqueças disso

Um dia teríamo-nos de cruzar, já era o destino, quando eu fui para o Brasil tu vieste para Portugal, tínhamo-nos de cruzar no ano a seguir da minha chegada e fazer da nossa, considerando infância, a melhor, com os melhores sorrisos, pois continuavam inocentes, e o melhor apoio, pois estávamos lá sempre uma para a outra e só queriamos mostrar ao mundo como eramos felizes à nossa maneira.

Este é igualmente para ti (L)'

e especialmente porque me fazes sentir eu própria sem emendas ou complexos.

somos só nós

Amo-te melhor amiga

Sono interrompido


Despeço-me da porta branca com um puxão brusco.


Desço não ansiando, mas quando abro a porta preta, sinto-me viva como todos aqueles que pensavam como eu, afinal a nova estação chegou.


Com ela veu tudo, a uns tráz solidão e o eco do brincar das folhas, a outros aconchego e comunidade.


Os passos dela são leves e, ao mesmo ritmo os seus olhos os acompanham.


Sinto-me bem ao vê-la assim, está tão satisfeita que podia ir ao longo do caminho todo de mãos dadas, mas nego, prefiro assim.


Então faço-a escutar palavras doces. Como ela as aprecia.


Cada um parece ciente do que fazer, seria invulgar não ver ninguém na rua, mas são poucos aliás como o dia não chama alguém.

Mas lá o vejo naquela varanda e fico feliz de ver um amigo.


Ela vai ficando com passos mais pesados e notáveis e o movimento fá-la parar. Não vê ninguém como ela, mas aconchego-a de novo tocando-a, olho em redor e vejo outro olhar puro. Logo a seguir uma inocência de olhares, estão por todo o lado.


Como ela expira as suas preocupações.. Só vê aquelas duas portas abertas e umas mãos suaves a passarem em cada cabelo á entrada. A excitação a atrai e logo um beijo serviu de adeus e a vi caminhando para a porta como um dia caminhei.


De volta tudo se torna mais sossegado e já ouço o brincar das folhas.

A natureza nos possue.

Sinto o nariz cada vez mais longe, até ao ponto de não o sentir mais, ela o possue com este ar húmido e elouquente.


Só, mas ao longo do passeio gasto, vou olhando-as estão nuas mas agora envolvem-me, já basta o eco das folhas e o abanar dos ramos.


Vou-me aproximando da porta fria onde o sussurrrar se torna agitado e vou ouvindo aves a cantarolarem. Fazem com que o dia me chame como o sol e embalam-me até á frieza da porta, hoje mais que tudo a sinto quente.Nota-se que cheguei.


Mais uma vez fechei os olhos nesse dia, aqueci o corpo com a manta e o coração relembrando o seu sorriso.

Baloiços tocados



Nesse dia estávamos juntas outra vez e nada o fazia mudar

foi só por uns instantes mas senti a tua maternidade e infantilidade de volta.

Era como antigamente, só o momemto importava e todas as acções para nós eram satisfatórias.

Tínhamos olhares inocentes e puros, não olhávamos a redor, cada vida triste que caminháva por nós

Como éramos ingénuas, tínhamos o maior embalo mas pedíamos por mais. Só não imaginávamos que este agora é o mais sentido.

Haviam sempre preocupações, mas inúteis ás de agora. Tudo é diferente e só podemos regressar e sentir a inocência, cada vez que esticamos os pés e tocamos o céu.

Como era bonita a nossa história e como sempre afirmámos querendo correr e ansiando aqueles momentos de volta

Mas somos nós agora, não somos mais pedras pontiaguadas da nascente mas pedras polidas que brilham na foz..o que já lá vai, so atritamento..

Os nossos olhares não são mais inocentes, apenas olhares de gente.

Minha irmã, não podemos ter de volta o embalar que tínhamos, mas há sempre maneira de esticar os pés e tocar o céu mais uma vez.




Sentidos despertos



Esperei por ela,

mas quando ouvi o bater das chaves fechei os olhos e abri outros sentidos

ouvi os seus passos,

cheirei o seu perfume,

senti um beijo e toquei-lhe o rosto

provando as palavras Boa noite filha.