terça-feira, 21 de junho de 2011

21 June 2011

verao quente que vos acorda,
melodia de melros em plano azul pleno.
mera luminosidade quase faz passar a magoa de muitos que vao trabalhar.
a gradualidade de um tom verde a azulado vos espera, corpos nus se assimiliam pela vontade.
a noite ja ardida faz soltar sorrisos no meio da rua, chavenas de cafes e criancas a brincarem como carrosseis.
peles flacidas e envelhecidas contraem-se pelas janelas de pedra marmore...
comendo sorrateiramente estas palavras humidas, me aqueco por aqui,
sentada entre livros e materias, entre fragmentos de linhas a decorar.
os presentes silenciosos ja habituados a dor, dor de viver sobe  um ceu branco, vazio de vida, vazio de qualquer expressao,limitam -se a terem sentidos.
"agente vai olhando para baixo e seguindo a vida"..
mas quando a noite chega, rezo e adormeco logo a chegar de novo no meu supor, elouquente e primeiro dia de verao.